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segunda-feira, 2 de março de 2015

LONGA DURAÇÃO BRAUDELIANA – PERMANÊNCIAS E RUPTURAS NO PROCESSO DA REVOLUÇÃO FRANCESA



GIOVANNA PAZETO CANTO 
RA 1112007














LONGA DURAÇÃO BRAUDELIANA – PERMANÊNCIAS E RUPTURAS NO PROCESSO DA REVOLUÇÃO FRANCESA


                                                 Centro Universitário Claretiano
                                                                                     Licenciatura em História  
História Contemporânea I
Professora Elza Silva Cardoso Soffiatti






POLO CAMPINAS
5° Semestre
2015








Objetivos
  • Compreender o contexto da Revolução Francesa.
  • Refletir sobre as várias fases da Revolução Francesa.
  • Analisar as permanências e rupturas decorrentes da Revolução Francesa para o Ocidente.


Descrição da Atividade

 A transição do século XVIII para o século XIX foi marcada por uma série de mudanças que se concretizaram em algumas rupturas e, ao mesmo tempo, outras características que se consolidaram, que permaneceram.

Frente ao advento da Revolução Francesa e as considerações de Braudel em relação a longa duração, analise e elucide duas permanências e duas rupturas que podem ser identificadas no processo da Revolução Francesa.


A participação francesa na emancipação das Treze Colônias foi fundamental para o espírito revolucionário florecer. Os processos ocorridos durante a Revolução Francesa encontraram ressonância principalmente no continente americano de norte a sul em virtude da maioria ainda ser colônia. Tendo como pano de fundo a crise do absolutismo na Europa, a Revolução representou uma completa ruptura com o status quo e antigos privilégios feudais que visavam única e exclusivamente beneficiar uma corte que não produzia nada e custava em demasia.
A Revolução Francesa, permeada por pensamentos Iluministas, insatisfação de todo o terceiro estado (ao qual pertenciam burguesia, camponeses e trabalhadores urbanos), sendo este o que realmente produzia e principal engrenagem de todo Antigo Regime, buscou uma modificação em todos os domínios para realizar uma satisfação latente do povo francês, não necessariamente destituindo o poder da monarquia mas fazendo a participação popular uma constante tendo este setor representantes. Porém, o que se seguiu foi algo muito maior, daí a França ser até os dias atuais um paradigma de liberdade política e de expressão.
O pensador iluminista Montesquieu deu bases para a nova estrutura de governo. Sua teoria de divisão do poder monárquico centralizado em três esferas políticas (Executivo, Legislativo e Judiciário), e a elaboração de uma Constituição, ou seja, leis que devem ser cumpridas por todos e regem o Estado, marcaria o início de uma nova era não apenas para a França mas todo o ocidente. Os símbolos e representações tornaram-se fundamentais para caracterizar os ventos da mudança. Assim como o filósofo Montesquieu, Rousseau e O Contrato Social, outros iluministas corroboraram para embasar a Revolução, embora pertencessem a aristocracia, sendo alguns mais radicais e outros mais conservadores, fato é que a era da Razão buscava respostas racionais, dessa forma a igreja também fora afetada pois respostas baseadas em superstições já não eram suficientes. Voltaire criticava a intolerância religiosa e a infalibilidade papal, mas era um reformista moderado em virtude de sua relação com monarcas absolutistas. Ele acreditava na possibilidade de fundar uma nova estrutura política sob as bases do Antigo Regime.
Outra ruptura que houve com a Revolução Francesa é a questão dos fisiocratas e o interesse de uma reforma geral na França em virtude das altas taxas de tributação, produtividade e técnicas rudimentares, visto que a questão da terra era fator primordial e único para o homem desse tempo, além da fome, aumento de preços de produtos básicos para sobrevivência o que acabou mobilizando toda população num levante contra a monarquia.
A palavra Revolução trouxe um significado não apenas de mudança, mas de união e sentimento de pertencimento, tornou-se símbolo cotidiano para reforçar o ideal revolucionário causando ao mesmo tempo admiração e medo. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão por si só é um marco da transformação dos direitos civis. Os homens envolvidos no processo de emancipação das colônias na América estavam atentos à Revolução Francesa e à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, contribuindo para moldar um sentimento nacionalista que ainda não estava bem delimitado e o espírito Democrático.
A teoria de longa duração braudeliana “nos permite repensar os conceitos de duração e de enxergar o tempo em uma perspectiva de multiplicidade de durações”. (BARROS, 2013). De modo que algumas coisas “só podem ser percebidas quando o recorte é bastante amplo, isto é, trabalhado ao fio dos séculos” (VOVELLE, 2011).
Diante de tantas rupturas a Revolução Francesa é, sem dúvida, um divisor de águas, porém houve permanências se analisarmos cuidadosamente a longa duração por efeito de ser uma revolução também aristocrática. Os próprios pensadores da época mantinham relações com monarcas e viviam na corte. A Primeira República fora construída em parte sobre os “fragmentos” que ainda permaneceram do Antigo Regime após a execução do rei Luís XVI e, embora fosse importante ser moderno e romper com os paradigmas do Antigo Regime, após a era do Terror basicamente a monarquia fora restabelecida em moldes da modernidade. O General Napoleão Bonaparte conseguira um feito inédito para França e seu prestígio elevou-se de maneira que conseguiu suprimir o Diretório e instaurar o Consulado, logo após ele mesmo se intitulou Imperador da França.
Destarte, havia um interesse de construir o novo baseando-se nos ideais iluministas, sendo necessário uma reformulação política voltada ao povo mas que por outro lado, permanecesse e conservasse o Estado soberano. Assim a França passaria por um processo de burocratização como forma de manter a estabilidade política e monetária sem alterar a supremacia monárquica. A monarquia, embora frágil, ainda resistiu até meados de 1870, quando o então rei Napoleão III fora deposto.

BIBLIOGRAFIA


FREDRIGO, F. História Contemporânea I. Batatais: Claretiano, 2012. Unidade 1.

BRAUDEL, Fernand. A longa duração. Disponível em: <http://copyfight.me/Acervo/
livros/BRAUDEL,%20Fernand%20-%20A%20longa%20durac%CC%A7a%CC%83o%20In%20
Histo%CC%81ria%20e%20cie%CC%82ncias%20sociais.pdf>. Acesso em: 19 fev. 2015.

VOVELLE, M. (2011). “História e longa duração”. In: NOVAIS & SILVA (orgs.). Nova História em perspectiva. São Paulo: Cosac & Naify, p.371-407 [original: 1978].

BARROS, José D'assunção. O tempo dos historiadores. Petrópolis: Editora Vozes, 2013. 296 p.

COSTA NETO, Durval A. da. Revolução Francesa (1789-1799). Disponível em: <https://www.algosobre.com.br/historia/revolucao-francesa-1789-1799.html>. Acesso em: 24 fev. de 2015.



Texto corrigido pela professora Elza Silva Cardoso Soffiatti em 27/02/2015 as 10:38 
( Protocolo: 7880112)



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