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domingo, 30 de março de 2014

IPIRANGA - Museu do Ipiranga

Por: Giovanna Pazeto Canto ( Licenciando Hitória pelo Centro Universitário Claretiano)

O Museu Paulista ou Museu do Ipiranga está fechado para visitação desde julho de 2013 para restauração e será reaberto em 2018, por isso é importante manter viva a História deste Museu tão apreciado pelos paulistas.


Museu do Ipiranga


Introdução

Visitação guiada ao Museu Paulista da USP. A história contada sob o ponto de vista do paulista.

Conteúdo

O Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, desde 1963 tem como mantenedor a Universidade de São Paulo (USP), possui um acervo permanente tombado há mais de 10 anos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, e por essa razão a exposição de todos os objetos referentes ao período da História da Independência do Brasil não muda.
O edifício foi construído entre 1885 a 1890, com o objetivo de ser um monumento à Independência. A planta original desenhada pelo arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi, foi adaptada pela pressa e falta de recursos, estes vindos de empresários, políticos e do próprio povo. Para o projeto foi feito uma maquete em gesso, a qual levou quase o mesmo tempo que o próprio edifício para ficar pronta, esta maquete encontra-se em exposição no museu. Muitos estrangeiros vieram para trabalhar na construção do palácio, pois no Brasil daquela época não havia mão de obra especializada capaz de executar tantos detalhes e ornamentos. Nascia o primeiro prédio público de alvenaria de São Paulo e também a partir dele houve uma mudança arquitetônica na cidade. O prédio foi inaugurado no primeiro ano da Proclamação da República e embora seja um palácio nunca fora habitado, pois com a organização da república tornou-se inicialmente museu de história natural.
Com a chegada de Afonso Taunay o museu passou a ter também caráter histórico, pinturas e esculturas foram produzidas para compor o acervo a fim de destacar a participação do povo paulista na história brasileira.
Desde a entrada é possível perceber, pela quantidade de símbolos expostos, que a história é muito mais complexa do que aparenta, por isso a visitação guiada é imprescindível para que o visitante compreenda toda a simbologia e as mensagens propostas pela exposição. Para isso o Museu Paulista conta com um departamento de educação ou ação cultural no qual o educador do museu orienta os visitantes, esclarecendo e adaptando os códigos da exposição de acordo com o perfil do público.
Faz parte do acervo tombado a pintura de D. João III, conhecido também como O Piedoso por sua devoção religiosa, foi rei de Portugal entre 1521 e 1557 época das grandes navegações portuguesas e o início da ocupação do litoral brasileiro dividido em capitanias hereditárias.

D. João III
A pintura de Martim Affonso de Souza, administrador do Brasil Colônia, capitão hereditário e fundador da Vila de São Vicente, bem como a de João Ramalho, explorador português que sofreu um naufrágio na costa brasileira e fora resgatado e acolhido por índios, casou-se com Bartira, filha do Cacique Tibiriçá, com quem teve nove filhos.

 João Ramalho e seu filho
Martim Affonso de Souza  



Cacique Tibiriçá

Entre as pinturas de João Ramalho e do Cacique Tibiriçá há uma criança fazendo uma menção aos mestiços filhos de portugueses e índios, os chamados mamelucos. Essa percepção só foi possível com a visitação guiada. Os quadros foram pintados por Benedito Calixto que idealizou a fisionomia de cada personagem, pois de outra forma não seria possível.


O acervo conta também com duas esculturas gigantescas em mármore de carrara dos Bandeirantes mais conhecidos, Antônio Raposo Tavares e Fernão Dias Paes Leme. Nessas esculturas mais simbologia, pois elas mostram a imponência destes sertanistas de ‘grande estatura’, desbravadores de terras longínquas (Raposo Tavares), produtores e geradores de riqueza (Fernão Dias), heróis do Brasil. No entanto, essas expedições resultaram em consequências desastrosas, os povos que já viviam nas regiões desbravadas muitas vezes eram escravizados, privados de sua identidade cultural, e até dizimados pelos próprios colonos ou por doenças trazidas por eles. O papel desses ‘heróis’ vem sendo contestado com o passar dos anos, provando que a história depende de interpretações, de estudos e do que se quer passar de conhecimento para gerações futuras. Não pode ser interpretada como uma verdade absoluta mas sim como uma possibilidade provável.

Nas escadarias do Museu Paulista existem outras esculturas de Bandeirantes de vários estados brasileiros e datas as quais esses estados foram se separando de São Paulo, bem como esferas com águas dos principais rios brasileiros fazendo uma referência a unificação do território.

Área interna do Museu Paulista

Há uma outra maquete em exposição que retrata a cidade em meados do século XIX, onde quase nada foi preservado apenas algumas igrejas como a de São Francisco, Santo Antônio, a igreja do Carmo e a casa de Domitila a Marquesa de Santos e amante de D. Pedro I.

No salão nobre há o retrato mais conhecido entre os estudantes. O quadro pintado por Pedro Américo retrata o momento da Independência do Brasil às margens do rio Ipiranga. A tela está emoldurada em uma referência a época de ouro do café.

A Casa do Grito


Como revela a imagem, o povo sempre às margens dos acontecimentos. A Casa do Grito (esta denominação deve-se ao quadro) ao fundo, hoje é o Museu do Tropeiro no mesmo complexo do Parque do Ipiranga. Há outras obras no mesmo salão que refletem diferentes visões sobre a Independência, entre outros objetos da época como armas, capacetes, moedas e até mechas de cabelos das Imperatrizes Da. Leopoldina, Da. Amélia, Da.Tereza Cristina e Princesa Isabel.

Ainda no piso superior há a sala do Ciclo do Café, onde estão expostos objetos usados no cultivo e produção do café, além de anúncios, roupas, dinheiro, fotografias da época. A província de São Paulo enriqueceu na virada do século XIX e XX, desenvolvendo e expandindo ferrovias para o melhor escoamento da produção e comércio do café. Neste período a abolição deu lugar ao trabalho de muitos imigrantes.

Há o mobiliário do século XVII ao XIX como piano, cadeiras, penteadeiras, espelhos, cristaleiras e uma saleta de visitas onde os objetos mais bonitos e caros ficavam expostos para mostrar o refinamento de seus proprietários.

A ala Imagens Recriam a História, consiste em quadros que foram pintados ao longo da história desde 1500 por diversos artistas. Baseando-se em relatos e documentos da época, esses artistas recriavam momentos e pessoas importantes.

No subsolo do museu, algumas exposições rotativas mostram outra parte do imenso acervo adquirido. É possível identificar algumas passagens ‘secretas’ e estreitas.

Os jardins em estilo francês com uma grande fonte central deixa ainda mais imponente o palácio no alto da colina.


Conclusão

A História ao longo dos anos foi sendo constantemente reinterpretada, o que não invalida o que já sabemos, deixa claro apenas que a compreensão dos processos históricos depende muito da época que são estudados e até mesmo de quem os estudou.

Não há uma verdade absoluta mas sim uma possibilidade provável. O Museu do Ipiranga reflete exatamente essa mudança de interpretação: será mesmo que os Bandeirantes foram heróis? São questões como essa que nos faz ir além e alimentam os estudos historiográficos.

Sob esta perspectiva não devemos julgar o passado com o olhar de hoje, mas sim compreender as interpretações e a elas acrescentar informações de estudos pertinentes e embasados.



F I M









E-referências





Um comentário:

  1. Olá. Adorei seu artigo sobre a Independência do Brasil, me ajudou muito a conhecer um pouco mais da história do nosso país. Parabéns!

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Saudações, caro(a) amigo (a)!
Gostaria muito que você deixasse o seu comentário nesta postagem!
Grata
Karen Hüsemann

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